outubro

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Juros Pré fixados: Tratamento Contábil – Parte I

Nessa primeira parte registro o tratamento contábil para encargos pré fixados.

Antes de mais nada porém devo ressaltar a questão sobre o Longo Prazo. Quando um empréstimo é assinado e o prazo seja superior a um ano até o seu pagamento final, deverão ser contabilizados primeiramente como longo prazo. Somente quando na data do balanço o vencimento da dívida for inferior a um ano é que esse empréstimo deve ser transferido para curto prazo.

Outra questão refere-se ao princípio da competência, onde os juros e outros encargos financeiros devem ser contabilizados independentemente da data de seu pagamento.

Registrando esse detalhe vamos aos encargos pré fixados.

JUROS PRÉ

Quando a empresa capta recursos de terceiros com empréstimos onde recebe o valor líquido, já descontado dos juros, podemos classificar de pré-fixado, pois no ato da contratação o empresário já sabe exatamente quanto desembolsará de juros.

Dessa forma, quando os juros são descontados antecipadamente, sendo recebido somente o valor líquido do empréstimo, a empresa deve registrar o valor recebido na conta Bancos e o valor total do empréstimo na conta de Passivo, e os juros antecipados serão debitados em uma conta Encargos Financeiros a Transcorrer, que é redutora da conta Empréstimos. (Manual FIPECAFI pg. 248)

Num caso hipotético, exemplificamos:

Contrato de $ 379.992,00 para ser pago em 24 vezes

Juros da operação de $ 79.992,00

Valor líquido recebido no ato do empréstimo $ 300.000,00

Parcela  a ser paga mensalmente $ 15.833,00

Lançamentos contábeis:

D. Banco …………………………………………………… R$ 300.000,00

D. (-) Encargos Financeiros a Transcorrer ………. R$ 84,742,32

C. Empréstimos Bancários ……………………………. R$ 384.742,32          ( longo prazo )

 

E na baixa, a cada parcela paga teremos os lançamentos abaixo conforme tabela:

Lançamentos Contábeis :

D. Empréstimo Bancário……….. R$ 16.030,93     (parcela do empréstimo acrescida do juros)

C. Banco ……………………………. R$ 16,030,93

 

D. Juros sobre Financiamento e Empréstimo…………… R$ 3.530,93

C. (-) Encargos Financeiros a Transcorrer……………….. R$ 3.530,93

 

REFLETINDO

A liquidez de uma entidade determina a capacidade dos varejistas cumprirem as obrigações financeiras, ou seja, se conseguirão transformar seus ativos em caixa e que essa quantidade seja suficiente para seguir suas atividades.

Na liquidez corrente, dividimos a ativo circulante pelo passivo circulante.Verificando a curto prazo se a empresa está coberta somente pelos seus ativos.

Na liquidez seca é deduzido os estoques do ativo circulante. Verificando assim a liquidez sem depender do estoque.

E na liquidez geral soma as contas de longo prazo tanto do ativo quanto do passivo para saber a liquidez total.

Em sequência a liquidez temos o grau de endividamento. Pelo lançamento do juros pré no exemplo acima, podemos verificar como o ato de captar empréstimo reduz a lucratividade da empresa, pois em trezentos mil deverá pagar aos bancos oitenta e quatro.

E esse valor de juros muitas vezes não se leva em conta na fixação de preços para venda, pois o mercado não quer saber disso – em sua maioria impõe o preço pela concorrência – reduzindo a lucratividade da empresa.

O início de captação de recursos de terceiros, empréstimos, deve ser um sinal de alerta para os Gestores reavaliarem toda a organização estando de olho no ponto de equilíbrio  da entidade.

Na melhor das hipóteses, a empresa está investindo além de sua taxa de crescimento.

Muitos utilizam a prática de dividir o Exigível a Longo Prazo pelo Patrimônio Líquido para chegar ao índice de endividamento e assim verificar e evolução da empresa.

Com essas ferramentas podemos estar avaliando a todo momento o real motivo da necessidade de captação de recursos de instituições bancárias. Seria simples descasamento temporário do fluxo de caixa? Um crescimento acima da taxa de auto-financiamento da empresa? Uma retração das vendas?

Todo efeito tem uma causa – e determinar com rapidez e precisão o motivo pelo qual a empresa necessita de recursos de terceiros – é primordial. Seja causado por fatores do ambiente externo ou interno sua correção já poderia estar sendo prevista caso existisse a prática de planejamento a médio e longo prazo com elaboração de cenários. Pensemos nisso.

Sucesso.

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