setembro

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O grande equivoco do empresário que busca crescimento da entidade pelo fluxo de caixa favorável.

 

 

 

Há algum tempo já escrevi um artigo sobre o assunto, quando percebi que muitos empresários e até mesmo consultores e administradores não tinham a menor noção de como crescer uma empresa com segurança. Muitos se deslumbram com o número das vendas crescente mês a mês, com alcance de metas com sucesso a cada ano. Contudo muitos profissionais, administradores e economistas ficavam perplexos em ver que tal entidade apresentava lucro em queda e alto crescimento de endividamento, mesmo com fluxo de caixa favorável, margem de lucro positiva e inadimplência controlada.

Em pesquisa na internet não encontrei nenhum artigo sobre esse tema, ou pelo menos em uma linguagem simples e direta. E por ser um assunto tão importante para a administração empresarial, e que deveria ser do conhecimento de todo o empresário, seja ele pequeno ou gigante – venho mais uma vez abordar o assunto: Como crescer com segurança.

Geralmente o empresário que começa a crescer, consegue sucesso num primeiro momento.  Em alguns casos a empresa começa com bons lucros, mas com aumento das vendas, ultrapassa o ponto de equilíbrio contábil – reduzindo os lucros. E não adianta ter uma estrutura bem organizada fisicamente, se economicamente a empresa não fixar limites.

Mas afinal por quê com o crescimento rápido de uma empresa do ramo comercial o lucro é reduzido?

Alguns motivos podemos destacar alguns exemplos:

  • redução dos preços para ganho de concorrências no mercado;
  • promoção de campanhas de marketing alongando benefícios financeiros aos clientes e prejudicando a empresa;
  • aumento das despesas com juros devido a crescente endividamento para financiar o aumento do contas a receber;
  • maior imobilização de ativos, com novas filiais, aquisição de veículos, material de informática e equipamentos;
  • aumento da inadimplência com novas carteiras;
  • aumento da despesa com vendedores externos e novos canais de comunicação;
  • maiores custos com entregas em locais distantes e novas rotas;
  • aumento do risco de furtos internos, falhas, acidentes e erros.
  • folha de pagamento inchada;
  • falta de treinamento para funcionários para novas demandas;

E talvez a principal despesa em uma empresa com vendas crescentes seja o valor pago por financiamentos bancários, além das despesas indiretas por tais financiamentos, como impostos, taxas e seguros de crédito.

Nesse momento de endividamento bancário crescente e pagamento elevado de encargos –  a ideia que o empresario tinha de crescer financeiramente através do fluxo de caixa positivo, ou seja, crescer com o dinheiro dos fornecedores, tudo vai literalmente por água a baixo.

Mas vamos à origem de todos os problemas:

A ideia inicial é a seguinte: se pego mil reais com o fornecedor para pagar daqui a dois meses, e vendo tudo por mil e cem reais em um mês – logicamente que terei cem reais de lucro no meu bolso e mais os mil reais para devolver para o fornecedor.

Compra Material de Revenda com Fornecedor = 1000,00 (prazo 2 meses)

Vendi tudo em um mês por = 1100,00

Tive Custo de Venda total = 50,00

Tenho os 1000,00 para pagar ao Fornecedor e ainda 50,00 de lucro.

Parece simples, o empresário ou administrador pensa _ “Vou crescer dessa forma e financiar minha empresa com o dinheiro do próprio Fornecedor !”

Mas esse exemplo, só funciona para o menino de rua que está no sinal vendendo caixas de balas!

Numa empresa comercial, onde a quantidade de itens a venda pode superar uma centena facilmente, essa mentalidade é uma utopia. Ninguém do ramo comercial-distribuidor-varejo consegue, por melhor sistema de compras que exista, comprar e vender todos os itens de imediato antes do vencimento do fornecedor. E quando consegue de um fornecedor, tem mais dez descasados.

Dessa forma, inicialmente a entidade começa realmente a jogar a conta do crescimento da empresa na conta do Fornecedor, contudo  – com o crescimento do mecanismo compras-e-vendas – o lucro é certamente aglutinado à parcela do estoque que não foi vendido em tempo hábil para atingir o perfeito ciclo financeiro da conta. Pois os vencimentos dos Fornecedores carregam a compra de vários estoque que foram vendidos parcialmente.

Compra Material de Revenda com Fornecedor = 1000,00 (prazo 2 meses)

Vendi 80%  em dois meses por = 880,00

Tive custo de venda total de = 40,00

Tenho 840,00 para pagar ao Fornecedor e ainda preciso pegar emprestado 160,00.

Mas não para por ai.  Pois a cada exemplo acima de vencimento de Fornecedor, a empresa terá que custear parte da conta. O caixa produzido pelo recebimento do estoque parcial mais lucros é obviamente insuficiente para pagar a conta. Isso numa empresa de gestão perfeita ! E tudo isso é agravado com os exemplos acima referente à motivos para redução de lucros, pois muitas vezes o lucro produzido pela venda parcial dos estoques não basta para custear as crescentes despesas da entidade nesse momento.

E como a empresa está num ritmo crescente de vendas, a quantidade de compra deve ser sempre maior a cada novo ciclo, aumentando a conta Fornecedor e certamente criando parcelas cada vez maiores no qual a empresa terá que custear.

Tal situação obriga o empresário a buscar empréstimos bancários para financiar o crescimento da empresa e manter o giro da conta Fornecedores em dia, mantendo o seu crédito.

Infelizmente, nesse momento crucial onde ainda daria tempo para controlar a situação, momento em que a entidade começa a buscar empréstimos regulares, ocorre um equivoco ainda maior: O empresário ou administrador pensa que a empresa precisa crescer mais e vender mais ainda para ter mais lucros e acabar com os empréstimos! Investe na abertura de mais filiais, aumenta folha de pagamento, aumenta veículos… Que lástima. O que vai conseguir é justamente jogar a entidade num espiral de endividamento ainda maior que cedo ou tarde  pode levar a falência.

Pois bem, a receita é simples: Crescer utilizando sim a conta Fornecedor, mas com ciência de que o aumento dos ativos da empresa obrigatoriamente necessita de recursos do passivo, além da conta Fornecedor, para financiá-lo. Assim, definir uma taxa de crescimento de acordo com a lucratividade econômica da empresa é uma boa solução para ter segurança financeira e operacional.

A empresa por si só – cresce apenas com seu lucro, que deve servir pelo menos para cobrir a diferença da parcela do estoque que não é vendido. Mais do que isso, só temos a conta de Empréstimos e Capital.

Portanto, o empresário deve pensar em planejar o crescimento da empresa para os próximo cem anos e não apenas para os próximo dez anos. Crescer vagarosamente, com momentos de estabilidade e principalmente com liquidez deve ser um prisma básico de sobrevivência e não estratégia.

Estratégia deve sempre viabilizar um melhor caminho para se chegar à um alvo. E para que tal jornada chegue ao objetivo completamente, é necessário pensar em manter-se vivo após chegar lá !

 

 

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